A 1ª Vara Criminal de Londrina concedeu liberdade provisória a Taís Matias Teixeira, de 26 anos, acusada de matar o ex-namorado, Lucas Vinícius Lourenço Vieira, com um golpe de faca em setembro de 2024. A decisão judicial, tomada após cinco meses de prisão preventiva, foi anunciada no dia 21 de março de 2025, permitindo que Taís deixasse a penitenciária em Santo Antônio da Platina, no norte do Paraná. A liberação se baseou na argumentação da defesa, que afirmou que a ré não representa risco à ordem pública nem ao andamento do processo.
O caso será julgado pelo Tribunal do Júri, que analisará a acusação de homicídio qualificado. A data do julgamento ainda não foi definida, e a defesa informou que pretende recorrer da decisão que mantém o processo no júri. O crime, registrado em vídeo e amplamente divulgado, ocorreu durante uma discussão entre Taís e Lucas, em que a suspeita alega ter agido em legítima defesa.
De acordo com informações da advogada Aline Capocci, responsável pela defesa, Taís sofria agressões físicas recorrentes de Lucas. A defesa apresentou provas periciais que, segundo ela, demonstram que o golpe fatal não foi intencional. Durante o confronto, Taís segurava uma faca na mão direita e tentava se proteger com a esquerda quando Lucas avançou contra ela, resultando no ferimento no peito que levou à morte do ex-namorado. A advogada também destacou que Taís havia registrado pelo menos três boletins de ocorrência por agressões anteriores, mas nenhum resultou em inquérito policial ou depoimento formal.
O vídeo obtido pela reportagem mostra Taís em estado emocional exaltado, acusando Lucas de agressões passadas e traição. Enquanto falava ao telefone com a Polícia Militar, pedindo a chegada de uma viatura, Lucas arremessou o celular ao chão, iniciando uma luta corporal. Durante o embate, ele desferiu socos contra Taís, que o atingiu com a facada. Após o golpe, Lucas caiu e morreu no local, enquanto Taís pedia à irmã que chamasse uma ambulância.
Em depoimento à Polícia Civil, Taís afirmou que não morava com Lucas e que pegou a faca para se defender após ele avançar contra ela durante a discussão. A polícia informou, à época, que o crime estaria relacionado a uma suspeita de traição, e a prisão temporária da suspeita foi convertida em preventiva antes da recente decisão judicial.
A defesa reforça que a ligação feita à PM, em que Taís pedia a detenção de Lucas, evidencia que sua intenção não era matar, mas se proteger. O caso segue em andamento, com a Justiça avaliando os próximos passos até o julgamento no Tribunal do Júri
Fonte: Rádio Apucarana