O governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou nesta quarta-feira (4) a ordem de serviço que libera o início da construção do Terminal Metropolitano de Londrina. O empreendimento será implantado em uma quadra inteira, com área superior a 12 mil metros quadrados, e deverá atender cerca de 50 mil passageiros por dia. O anúncio acontece dois anos após a oficialização da compra da área e mais de cinco anos após o início da tramitação oficial.
O projeto e a execução da obra são de responsabilidade da Agência de Assuntos Metropolitanos (Amep). Os trabalhos serão realizados pelo Consórcio Terminal Londrina, formado pelas empresas Penascal Engenharia e Árteno Ltda., vencedor da licitação com a melhor proposta financeira, que apresentou desconto de 14,99%, o maior percentual em relação ao valor estimado. O investimento é de cerca de R$ 36 milhões.
Aguardada há mais de 30 anos pela população, a construção representa um avanço significativo para a mobilidade urbana e a integração regional. O Terminal Metropolitano foi planejado para atender de forma eficiente o crescente fluxo de trabalhadores e estudantes que se deslocam entre Londrina e os municípios de Cambé, Ibiporã, Rolândia, Jataizinho, Sertanópolis, Bela Vista do Paraíso, Assaí e São Sebastião da Amoreira.
“Todos os trâmites do projeto e processo licitatório chegaram ao fim, toda a parte burocrática já foi resolvida. Com a assinatura de hoje, a demolição da estrutura deve começar em breve. Esse novo terminal vai modernizar o transporte público e proporcionar mais segurança e comodidade para toda a população, que vai ganhar também novas obras de iluminação, sinalização, entre outras”, afirmou o governador. "É um marco para a Londrina e uma conquista de toda a região".
“Muitas pessoas me perguntam todos os dias sobre o Terminal Metropolitano de Londrina e agora tenho o orgulho de dizer que a empresa já pode começar a trabalhar. É um momento histórico, integrando as cidades do Norte do Paraná e promovendo dignidade para as pessoas”, complementou o prefeito de Londrina, Tiago Amaral.
O empreendimento atende a uma demanda importante, já que, desde o início do fenômeno do deslocamento pendular entre as cidades do entorno de Londrina, não há um espaço adequado para acomodação, embarque e desembarque dos usuários do transporte coletivo metropolitano. O projeto também contempla a implantação de sinalização vertical e horizontal em todo o entorno, contribuindo para a segurança viária e a melhoria da mobilidade de pedestres e veículos. O prazo de execução do contrato é de 22 meses, contados a partir da emissão da ordem de serviço.
“É muito importante promover a integração do transporte urbano e metropolitano, que é muito utilizado aqui. Para isso, o projeto inclui uma passarela de ligação entre os terminais metropolitano e urbano, garantindo segurança, comodidade e conforto. Além disso, ampliamos as conexões do transporte coletivo”, detalhou o diretor-presidente da Amep, Gilson Santos. "É uma obra emblemática para ajudar o crescimento de Londrina e toda a região metropolitana".
“Desde o início concebemos essa obra como fundamental para a cidade. Londrina é o segundo município mais populoso do Paraná e agora terá um grande terminal metropolitano”, explicou o secretário das Cidades, Guto Silva. "Essa obra se soma a outras intervenções que revolucionaram ou vão mudar a cidade nos próximos anos, como a duplicação da PR-445 até Mauá da Serra, o Viaduto da PUC, a duplicação da Avenida Saul Elkind, a Cidade Industrial, os gaseodutos da Compagás e tantas outras, pavimentações urbanas e tantas outras"