O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), participou nesta quarta-feira (4) da terceira edição do Diálogo ABBC, promovido pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em São Paulo. Ele falou para um público formado principalmente por especialistas no sistema financeiro.
Logo no início, o governador destacou que o primeiro passo adotado pela sua gestão em relação à economia foi a identificação das potencialidades de cada região do Paraná. Disse que o mesmo deveria ser feito em nível nacional, para que o Brasil encontre e explore melhor suas vocações. O mesmo vale para a construção de políticas públicas de longo prazo, item importante no planejamento estadual.
“Os países que deram grandes saltos econômicos e sociais são aqueles que souberam identificar suas vocações. No Paraná, fomos buscar aquilo que sabemos fazer bem e estruturamos políticas para transformar essas vantagens em crescimento econômico. Temos que explorar bem aquilo que sabemos fazer de melhor”, afirmou.
Dentro desse raciocínio, ele sugeriu o agronegócio como potencial que precisa ser melhor explorado no país, usando como exemplo o que vem sendo feito no Paraná. Ratinho Junior ressaltou a estratégia adotada de industrializar a cadeia do agronegócio, em um modelo construído em parceria com as cooperativas do Estado, que estão entre as maiores do país. O objetivo de transformar o Estado no supermercado do mundo caberia também para o Brasil como um todo. “Mas não basta produzir alimentos. Tem que industrializar, exportar produtos com maior valor agregado e gerar riqueza dentro do País. Esse é o caminho para aumentar renda, empregos e competitividade internacional”, resumiu o governador.
No Paraná, a iniciativa transformou o perfil da produção paranaense, que passou de fornecedora apenas de matéria-prima a polo de agregação de valor. Como resultado, apesar de ser o segundo maior produtor de grãos do país, o Paraná registra déficit no mercado interno, um reflexo da elevada demanda gerada por sua própria agroindústria de carnes, lácteos e alimentos processados.
No encontro, Ratinho Junior apresentou os principais eixos da gestão estadual, enfatizando os investimentos em infraestrutura e as iniciativas voltadas à melhoria do ambiente de negócios. No Estado, mais de mil atividades não precisam de alvará e o tempo médio de abertura de empresas é de cerca de apenas oito horas. Nesse tópico, o governador reforçou que para atrair multinacionais e novos empreendimentos de peso é preciso ter primeiro segurança jurídica e econômica.
“Nenhum investidor vai trazer seu negócio para um mercado em que não se sinta protegido juridicamente. É preciso diminuir a burocracia. Quando o Estado para de atrapalhar quem quer produzir, a economia cresce. No Paraná, somos os líderes do ranking nacional de liberdade econômica”, falou Ratinho Junior. “Assim conseguimos quase R$ 400 bilhões em novos investimentos privados no Paraná em sete anos, o que nos fez passar da quinta para a quarta maior economia do Brasil”, complementou.
Outro ponto apontado como potencial aliado para a busca de novos investimentos e fortalecimento da economia é a exploração de novas fontes de energia e a universalização do serviço de qualidade. O Paraná é uma referência em uso de fontes renováveis de produção energética, acumulando resultados expressivos na transição para uma economia de baixo carbono por meio de políticas públicas voltadas à geração de energia limpa no campo, nas cidades e na indústria.