A Prefeitura de Apucarana reforça o alerta à população sobre o aumento de golpes praticados por criminosos que se passam por funcionários de bancos e órgãos públicos, principalmente por meio de WhatsApp e ligações telefônicas.
Em parceria com instituições financeiras, a orientação é para que os cidadãos redobrem a atenção e evitem prejuízos.
O Bradesco, que procurou a administração municipal para reforçar a divulgação, destaca que os golpistas têm utilizado esses contatos para tentar obter dados pessoais, senhas e realizar transferências indevidas.
O alerta, porém, vale para qualquer instituição financeira: os golpes não escolhem marcas e podem usar o nome de bancos, lojas, órgãos públicos e até da Receita Federal para enganar as vítimas.
Como o golpe funciona:
Os criminosos utilizam diferentes estratégias para criar situações de urgência e convencer o cidadão a fornecer informações sensíveis.
Entre as mais comuns estão:
Falso funcionário ou setor antifraude: contato urgente alegando compras suspeitas, bloqueio de conta ou necessidade de atualização de segurança.
Roubo de dados e compartilhamento de tela: pedem a instalação de aplicativos que permitem visualizar o celular da vítima ou solicitam senhas para “cancelar operações”.
Envio de links falsos: direcionam para páginas que imitam sites oficiais para coletar logins e senhas.
Golpe do falso parente/Pix: usam foto e nome de conhecidos pedindo transferência urgente.
Mensagens sobre CPF bloqueado ou supostas dívidas: enviadas em nome de bancos, Receita Federal ou instituições diversas.
O que dizem os bancos
De acordo com Erica Aparecida Pereira Rosa, gerente do Posto de Atendimento Bradesco (PAB) em Apucarana, o alerta é essencial para evitar que mais pessoas sejam prejudicadas.
“Os criminosos estão cada vez mais sofisticados e utilizam estratégias que parecem legítimas para convencer as pessoas. É importante reforçar que o banco nunca liga, envia mensagens ou faz contato para pedir senhas, códigos, tokens ou qualquer tipo de acesso ao celular do cliente. Se receber esse tipo de abordagem, a orientação é encerrar imediatamente e procurar o banco pelos canais oficiais”, destaca a gerente.
As diretrizes apontadas por Erica são seguidas por todas as instituições financeiras, que reforçam:
Bancos não pedem senhas, tokens, códigos de segurança ou chave Pix por telefone, WhatsApp, e-mail ou redes sociais.
Bancos não solicitam instalação de aplicativos de acesso remoto ou compartilhamento de tela.
Bancos não orientam clientes a acessar a conta durante ligações para realizar operações.
Bancos não enviam links para atualização cadastral, desbloqueio de CPF ou regularização de dívidas.
Como se proteger
A Prefeitura reforça algumas práticas simples e essenciais:
Nunca forneça senhas, códigos de SMS ou dados pessoais.
Não clique em links enviados por números desconhecidos.
Desconfie de mensagens com tom de urgência.
Confirme por outro meio qualquer pedido de Pix ou transferência.
Se houver suspeita, desligue e ligue você mesmo para o número oficial do banco.
O que fazer se cair no golpe
Caso a pessoa perceba que foi vítima, é fundamental agir com rapidez:
Contate imediatamente o banco e solicite bloqueio e revisão das operações, acionando o MED (Mecanismo Especial de Devolução do Pix).
Registre um Boletim de Ocorrência, presencialmente ou pela internet.
Bloqueie e denuncie o número no WhatsApp.
A Prefeitura de Apucarana reforça o compromisso de orientar a população e de atuar em conjunto com instituições financeiras e órgãos de segurança para reduzir os golpes digitais no município.