A denúncia de que uma estudante de Medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR) foi alvo de ameaças de violência sexual, organizadas em um suposto grupo de WhatsApp, é recebida com preocupação pelo deputado Arilson Chiorato (PT), que também preside a sigla do estado. O caso, divulgado pelo Diretório Acadêmico Nilo Cairo (DANC), indica a possível existência de uma lista com nomes de alunas, acompanhados da oferta de recompensas em dinheiro a possíveis agressores.
Diante da gravidade da situação, o deputado Arilson informou que vai acompanhar o caso e destacou a necessidade de uma resposta firme das autoridades. “Recebo essa notícia com muita preocupação. É inadmissível que mulheres sejam ameaçadas dessa forma, ainda mais em um ambiente que deveria ser seguro como a universidade. Também coloco à disposição o meu mandato para acompanhar o caso. É papel de todos nós, em especial dos homens, serem aliados nesta luta por nada mais que respeito às mulheres”, afirmou.
O deputado Arilson ressaltou ainda que a denúncia evidencia um problema estrutural de violência contra as mulheres, que exige ações contínuas do poder público. Para ele, além da investigação rigorosa e identificação dos responsáveis, é fundamental garantir acolhimento às vítimas e medidas efetivas de proteção dentro e fora do ambiente acadêmico.
Enquanto as investigações seguem em andamento, estudantes da UFPR têm se mobilizado para reforçar a segurança, organizando ações coletivas para evitar que alunas circulem sozinhas. O caso também reacende o debate sobre a escalada da violência contra as mulheres no Brasil. “Não dá para não associar o aumento de casos de violência com o discurso crescente de ódio às mulheres nas redes sociais. Precisamos tomar medidas urgentes”, ressalta o deputado.