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Câmara de Apucarana rejeita pedido de cassação de vereador
Denúncia apresentada contra Lucas Leugi foi arquivada por 10 votos a 0
Por Edison Costa
Publicado em 26/05/2026 09:29
Política

Em sessão ordinária itinerante, realizada na noite desta segunda-feira no salão de eventos do Colégio Estadual Nilo Cairo, a Câmara de Apucarana rejeitou por unanimidade pedido de instalação de Comissão Processante e de cassação do mandato do vereador Lucas Leugi (PSD).
A denúncia por suposta quebra de decoro parlamentar foi protocolada por um cidadão apucaranense na quinta-feira da semana passada. Ele acusa o parlamentar de utilizar ferramentas de inteligência artificial para manipular um vídeo institucional da Prefeitura.

O pedido foi rejeitado por 10 votos a zero, incluindo votos de todos os vereadores da base aliada do prefeito Rodolfo Mota. Por questão regimental, o denunciado Lucas Leugi não participou da votação.
Segundo documento assinado pelo cidadão Wilson Bovo Ferreira, apresentado à Câmara de Vereadores e lido antes da votação, a acusação se baseia em um video veiculado nas redes sociais do vereador Lucas Leugi envolvendo a prática conhecida como "deepfake" — técnica de manipulação digital avançada. O alvo da adulteração, conforme consta da denúncia, teria sido um material audiovisual veiculado pelo prefeito Rodolfo Mota e pelo deputado Delegado Jacovós (PL), que abordava a redução da dívida pública do município. O episódio, inclusive, já havia gerado desdobramentos na esfera judicial, incluindo a remoção do conteúdo por parte do denunciado.
Ao se defender no Legislativo, o vereador Lucas Leugi argumentou que banalizar a conduta de um instrumento de cassação coloca em risco o processo democrático. Ele também argumentou que acredita estar sendo alvo de uma ação orquestrada por um pool de empresas envolvidas em processos de licitação junto a Prefeitura de Apucarana que vêm sendo fiscalizadas em suas ações parlamentares.
O presidente da Câmara, Danylo Acioli (MDB), disse que o pedido de cassação não tem pé nem cabeça e criticou o que ele considera “afronta à democracia”.
O vereador Ordarlone Orente, do Partido dos Trabalhadores, também votou contra o pedido de cassação, por entender que não há motivo suficiente que leve a isso.
Para o vereador Guilherme Livoti, o vídeo apresentado pelo denunciante não tem base suficiente para cassação de um vereador que foi eleito com mais de 2 mil votos.
O líder do prefeito na Câmara, vereador Moisés Tavares (Avante) também foi contrário ao pedido de cassação, entendendo que não há argumentos para cassação de um parlamentar que usa do seu direito de livre expressão.
Um grande número de pessoas, incluindo estudantes e professores, prestigiou a sessão da Câmara de Apucarana no Colégio Nilo Cairo, que tem na direção a professora Edna Ferreira.

Aliás, além do pedido de instalação de Comissão Processante e de cassação de vereador, a única matéria votada na sessão de ontem foi um projeto de lei do vereador concedendo a Comenda Cidade Alta ao Colégio Nilo Cairo, que por sete décadas vem oferecendo um ensino considerado de qualidade aos cidadãos de Apucarana.

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