Apucarana mantém a dengue sob controle, com redução da infestação do Aedes aegypti. Até o momento, o município registra 54 casos positivos da doença e nenhum óbito. Esse resultado é confirmado por monitoramento realizado pela Autarquia Municipal de Saúde (AMS) em 426 ovitrampas instaladas em todas as regiões da cidade, que aponta predominância de armadilhas sem registro de ovos ou com presença de até 20 ovos. As ovitrampas permitem monitorar a presença e a intensidade da circulação do mosquito por meio da coleta e contagem de ovos depositados pelas fêmeas.
O prefeito Rodolfo Mota destaca que Apucarana mantém uma série de estratégias em ação dentro do Programa Operação Guerra contra a Dengue. “Atualmente, o monitoramento por ovitrampas segue sendo uma das principais ferramentas utilizadas pela AMS para orientar as ações de prevenção, bloqueio e combate ao mosquito em Apucarana, permitindo uma resposta rápida e baseada em evidências técnicas. Os indicadores mostram um cenário de controle da dengue, mas não podemos baixar a guarda. A maioria dos focos do mosquito continua sendo encontrada dentro dos imóveis, por isso é fundamental que a população mantenha os cuidados e elimine a água parada em recipientes que possam servir de criadouro. O controle da doença depende do trabalho permanente das equipes da Prefeitura e também da colaboração de cada morador”, afirma o prefeito.
No levantamento mais recente foram coletados 2.179 ovos. O Índice de Positividade de Ovitrampas (IPO), que mede o percentual de armadilhas com presença de ovos, ficou em 21%. Já o Índice de Densidade de Ovos (IDO), que representa a média de ovos encontrados nas armadilhas positivas, registrou 24.
O secretário municipal de Saúde, médico Guilherme de Paula, explica que os indicadores apontam um cenário de vigilância e controle. “As ovitrampas funcionam como um sistema de monitoramento antecipado. Elas permitem identificar áreas com maior circulação do mosquito e direcionar as ações das equipes de campo de forma mais eficiente”, afirma.
Guilherme de Paula acrescenta que as temperaturas mais baixas desta época do ano reduzem naturalmente a atividade reprodutiva do Aedes aegypti, contribuindo para a queda dos índices de infestação. Segundo ele, a redução da infestação também reflete o impacto das ações de eliminação de criadouros, das orientações à população e da fiscalização contínua realizada pelas equipes municipais.
De acordo com o superintendente municipal de Vigilância em Saúde, enfermeiro Luciano Simplício Sobrinho, apesar dos resultados positivos, a população deve manter os cuidados preventivos. “Cerca de 75% dos focos do mosquito continuam sendo encontrados em residências, especialmente em recipientes que acumulam água parada, como vasos de plantas, calhas, caixas d’água destampadas, pneus e materiais descartados inadequadamente”, alerta Simplício.