A abertura de um inquérito civil pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) reforça os questionamentos levantados pelo deputado estadual Arilson Chiorato (PT) sobre a venda da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar) promovida pelo Governo Ratinho Jr. (PSD). Primeiro parlamentar a denunciar os riscos da privatização da companhia de tecnologia do Estado, o Líder da Oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) afirma que a nova investigação confirma preocupações que vinham sendo ignoradas pelo governo desde o início do processo.
"Nós alertamos desde o começo que a venda da Celepar colocava em risco dados estratégicos do Paraná. O Governo Ratinho Jr. disse que tinha resolvido o problema, mas agora o Ministério Público está cobrando provas e explicações que até hoje não apareceram", afirmou o deputado Arilson, que também é presidente do PT-PR.
O inquérito foi instaurado na última terça-feira (9), pela 4ª Promotoria de Proteção ao Patrimônio Público, e tem como objetivo apurar possíveis irregularidades relacionadas ao processo de desestatização da Celepar no âmbito da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SESP). A investigação foi aberta após uma série de informações e documentos analisados pelo MP-PR sobre os impactos da privatização nos sistemas e bases de dados utilizados pela área de segurança pública.
Na avaliação do deputado Arilson, a abertura da investigação pelo MP-PR é necessária. “Essa discussão envolve informações de milhões de paranaenses, uma vez que a Celepar abriga sistemas utilizados pela polícia, por órgãos de investigação e por diversas áreas do governo. São dados que ajudam a combater o crime, prestar serviços públicos e garantir o funcionamento da máquina estadual”, comenta.
“Se a transferência dessas estruturas ocorrer sem regras claras e mecanismos de proteção, o Paraná pode perder controle sobre informações estratégicas e aumentar os riscos relacionados à segurança e à privacidade dos cidadãos”, pontua.