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Requião Filho diz que aprovação de Ratinho Jr. "é só na propaganda"
Candidato ao governo do Paraná é sabatinado pela Folha e UOL
Por Edison Costa
Publicado em 11/08/2026 16:40
Política

O candidato a governador do Paraná pelo PDT, deputado estadual Requião Filho, afirmou nesta terça-feira, durante sabatina promovida pela Folha de S. Paulo e UOL, em Curitiba, que a aprovação da gestão do governador Ratinho Junior (PSD) tem mais ligação com gasto com propaganda e omissão de órgãos fiscalizatórios do que, na verdade, uma boa gestão. Segundo o pedetista, Ratinho Junior “governa para uma pequena elite” no Paraná.

“Esse Paraná de conto de fadas só existe na propaganda. Mas quando você pergunta para o paranaense se ele está satisfeito com a venda da Copel, que aumentou a tarifa de energia elétrica, a resposta é não”, disse o candidato, que disputa as eleições deste ano com o candidato governista Sandro Alex (PSD) e com o senador e ex-juiz da Lava Jato, Sérgio Moro (PL), que também foi ministro da Justiça no governo do presidente Jair Bolsonaro (PL). Moro lidera as pesquisas de intenção de voto no Estado.

Requião Filho participou de sabatina nesta terça-feira em mais uma rodada de entrevistas com os candidatos ao governo do Paraná promovida pela Folha e UOL, sob condução da jornalista Fabíola Cidral (UOL), com participação dos jornalistas Leonardo Sakamoto (UOL) e Bruno Ribeiro (Folha).

Outros dois candidatos a governador do Paraná também foram convidados para a rodada de sabatinas. Sérgio Moro participou na última sexta-feira (7). Já o deputado federal Sandro Alex, lançado candidato pelo governador Ratinho Junior, será sabatinado no próximo dia 17.

Durante a Sabatina, Requião Filho também confirmou aos jornalistas da Folha e UOL que, se eleito governador, vai retomar o controle acionário da Copel. Ao ser perguntado como faria isso, declarou que há três possibilidades: uma delas seria mudar a legislação para tentar recomprar as ações vendidas. Também citou uma via judicial, porém reconhece que “tal medida não agrada” pelo fato de “ser muito lenta”.

Requião Filho acrescentou ainda que a Polícia Federal e o Ministério Público precisam investigar os trâmites relacionados à venda da Copel no passado sugerindo, sem apresentar provas, que houve corrupção nessa negociação. “Há indícios de corrupção de favorecimento e direcionamento da venda das ações da Copel que, se restar comprovado, nós podemos anular a venda”, afirmou.

O candidato admitiu que o caso está sendo investigado pelo Ministério Público, mas insinuou que falta transparência no andamento da apuração.

Ao ser questionado sobre sua posição em relação às lideranças do PDT envolvidas no escândalo do INSS, como o senador Weverton Rocha, do Maranhão, Requião Filho foi enfático: “a gente não passa pano para ninguém aqui”, mas acrescentou que “a fraude começou no governo Bolsonaro”.

No seu entender, todos devem ser investigados, mas de maneira séria. “Não um conluio entre juiz e Ministério Público para palanque político”, alfinetou o pedetista em referência a Sérgio Moro, criticado pela esquerda quanto à sua atuação na Lava Jato.

Requião Filho afirmou ainda na sabatina que não retira as críticas que fez no passado ao governo federal do PT, que hoje faz parte da sua chapa.

“Eu tenho o apoio do PT não por causa das nossas divergências, mas pelo que concordamos e isso é essencial, que é o entendimento de que um governo existe para cuidar das pessoas”, disse. Ele acrescentou que quando há divergências faz de forma aberta.

O pedetista explicou que as críticas do PT ocorreram porque ele esperava que o governo federal fosse “mais firme” contra a privatização da Copel e também em relação aos novos contratos de pedágio das rodovias do Paraná que, no seu entender, seguem insatisfatórios para a população.

Se eleito, Requião Filho declarou que vai pedir ao governo federal e à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) suspensão dos lotes ainda não leiloados e dos contratos de pedágio que ainda não estão em execução e que os contratos em execução sejam fiscalizados com rigor.

O candidato disse ainda que, eleito, pretende rever alguns programas do governo Ratinho Junior, como o modelo de escola cívico-militar e as parcerias privadas para manutenção de escolas.

COM UOL / FOTO: REPRODUÇÃO

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