A Assembleia Legislativa do Paraná concluiu nesta terça-feira (25) a tramitação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do Estado. A proposta, que estabelece as diretrizes para a elaboração do orçamento estadual de 2027, passou pelas três sessões plenárias do dia e segue para a sanção. O texto prevê receita líquida de R$ 84,5 bilhões no próximo exercício, valor 5,9% superior aos R$ 79,8 bilhões estimados para 2026.
A tramitação encerrou as votações em Plenário antes do recesso parlamentar, que vai de 14 de setembro a 2 de outubro. No entanto, o Legislativo estadual volta a realizar sessão plenária somente no dia 5 de outubro, um dia depois da eleição em primeiro turno. A última antes do recesso foi presidida pela deputada Flávia Francischini (PL).
O projeto de lei 371/2026 da LDO foi aprovado na forma do substitutivo geral da Comissão de Orçamento. Durante a tramitação, os deputados apresentaram 123 emendas ao texto do Poder Executivo. O relatório final, elaborado pelo deputado Evandro Araújo (PSD), acolheu 81 sugestões e rejeitou outras 42.
Entre as mudanças incorporadas ao texto está a redução da margem que o Poder Executivo terá para abertura de créditos suplementares. O artigo 26 estabelece que o limite geral passe de 10% para 7% e, para determinadas despesas, de 20% para 15%. A medida integra um conjunto de alterações que reforçam o papel da Assembleia Legislativa no acompanhamento e na fiscalização da execução orçamentária.
Segundo o relatório, as emendas aprovadas ampliam a transparência na execução do orçamento e reforçam a dotação destinada a políticas públicas já em andamento, além de abrir espaço para propostas que serão analisadas durante a tramitação da Lei Orçamentária Anual (LOA). As alterações também fortalecem os mecanismos de fiscalização e controle dos gastos públicos pela Assembleia.
Já as emendas rejeitadas, de acordo com o parecer, extrapolariam a função legislativa ao tratar de matérias de competência privativa do Poder Executivo ou de estruturas públicas que não integram o Estado do Paraná. O relatório aponta ainda que algumas sugestões não tratavam diretamente das diretrizes para a execução orçamentária e poderiam resultar em um "engessamento do orçamento".
O texto também determina que a LOA de 2027 apresente um demonstrativo das vinculações constitucionais e legais. Além disso, as movimentações orçamentárias deverão preservar as finalidades e os objetivos originalmente aprovados, garantindo maior controle sobre a destinação dos recursos públicos.