A presidente do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), desembargadora Lídia Maejima, esteve em Arapongas na tarde desta quinta-feira (03), onde participou do plantio de 12 mudas de árvores frutíferas em um terreno localizado ao lado do Fórum da Comarca. A ação integra o programa “Compensar é Justiça”, iniciativa permanente do TJ-PR voltada ao plantio de árvores e à compensação das emissões de gases de efeito estufa geradas pelas atividades da instituição.
O plantio reuniu o prefeito de Arapongas, Rafael Cita; o secretário municipal de Serviços Públicos, Agricultura e Meio Ambiente, Valdecir Scarceli; o diretor do Fórum, Dr. Luiz Otávio Alves de Souza; juízes e servidores do Judiciário; o secretário-geral do TJ-PR, Marcelo Oliveira dos Santos; além de representantes da comunidade.
Durante o encontro, o prefeito Rafael Cita destacou a importância da iniciativa para Arapongas, município que possui forte atuação na área ambiental. “A questão ambiental é muito forte em Arapongas, pois somos a cidade do Paraná com o maior número de nascentes. São 77 nascentes mapeadas e cuidadas”, afirmou.
Segundo o prefeito, o trabalho de preservação ambiental também traz reflexos positivos para o município por meio do ICMS Ecológico, mecanismo que permite o incremento da arrecadação municipal a partir de ações de conservação ambiental.
Rafael Cita também ressaltou a relação institucional entre Arapongas e o Tribunal de Justiça do Paraná, destacando a presença da presidente do TJ-PR, que é natural do município. A desembargadora Lídia Maejima recebeu recentemente o título de Cidadã Benemérita de Arapongas, em reconhecimento à sua trajetória e aos serviços prestados.
Para o prefeito, a realização do plantio em Arapongas simboliza também a proximidade e o bom relacionamento entre os Poderes Executivo e Judiciário.
COMPENSAR É JUSTIÇA
O Programa Compensar é Justiça foi lançado pelo TJ-PR em fevereiro deste ano e estabelece uma política permanente de plantio de árvores como parte das ações da instituição para compensar suas emissões de gases de efeito estufa.
A iniciativa está alinhada à recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que, em 2024, instituiu o Programa Justiça Carbono Zero, estabelecendo que os órgãos do Poder Judiciário adotem medidas para alcançar a neutralidade de carbono até 2030, por meio da redução e compensação das emissões.
Desde então, o TJ-PR vem desenvolvendo estudos e ações destinadas a compensar as emissões relacionadas às suas atividades, incluindo aquelas provenientes de deslocamentos aéreos e terrestres, consumo de energia elétrica e utilização de sistemas de climatização, entre outras fontes.
O lançamento do programa foi marcado pelo plantio de uma muda de araucária na praça localizada em frente ao Palácio da Justiça, em Curitiba. “A ação realizada nesta quinta-feira em Arapongas amplia esse compromisso ambiental e leva o programa para o interior do Estado, associando a atividade do Poder Judiciário à preservação ambiental e à construção de espaços mais sustentáveis”, comentou a desembargadora.
Com o plantio das 12 mudas frutíferas, doadas pela Prefeitura, o espaço ao lado do Fórum de Arapongas passa a contribuir não apenas para a compensação ambiental, mas também para a arborização urbana e a valorização do meio ambiente.