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Arapongas passa a contar com Família Acolhedora
Serviço social foi lançado oficialmente nesta quarta-feira
Por Edison Costa
Publicado em 09/09/2026 16:46
Notícia

A Prefeitura de Arapongas, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS), promoveu o lançamento oficial do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora (SFA) durante solenidade ocorrida na manhã desta quarta-feira (09) no Cine Mauá. O evento contou com a presença da vice-prefeita, Édina Kümmel, que representou o prefeito Rafael Cita, que cumpre agenda em Curitiba; do juiz de Direito da Vara da Infância e da Juventude da Comarca do município de Arapongas, Alberto Moreira Côrtes Neto; do promotor de Justiça Marcos Vinicius Pesenti; Marcelo Beffa, representando o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e da Adolescente (CMDCA), secretários, servidores municipais, vereadores e população em geral.

O Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora tem como objetivo garantir que crianças e adolescentes vivam em um ambiente familiar seguro e acolhedor durante um período delicado das vidas deles, evitando, sempre que possível, o acolhimento institucional.

A abertura contou com uma apresentação de dança com uma das turmas da Organização Não-Governamental (ONG) Arte & Vida, sob o comando da coreógrafa Ana Júlia Fornazieri.
Inicialmente, foi feito o detalhamento de como funciona o SFA, por meio de palestra da assistente social Cassiana Kreher e da psicóloga Bruna Rafael Farias, que integram o serviço. Os atendimentos estão ocorrendo na sede do Centro de Convivência do Idoso (CCI) Tia Sú, localizado na Rua Gavião-Preto, nº 439, no Jardim Vale Petrópolis.

Segundo a SEMAS, “o SFA é um serviço do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), que possibilita o cuidado temporário em casa de famílias acolhedoras para uma criança ou adolescente que, no momento, não pode permanecer na sua família de origem. Essas famílias são selecionadas e recebem formação para oferecer atenção adequada para cada criança e adolescente sob seus cuidados”.

“O retorno seguro para a família de origem é o que se busca para as crianças e adolescentes afastados do convívio familiar. Essa é a proposta do Serviço Família Acolhedora.

Transformar as dificuldades de hoje em possibilidades de futuro”, destaca a pasta.
Cassiana ressaltou que “A família acolhedora não é o destino final dessa criança ou adolescente. Ela é uma ‘ponte’, quando essa criança ou adolescente precisa que alguém segure a mão dela durante essa travessia. A família acolhedora não vai apagar a história e não substitui ninguém. Tem a função de proporcionar afeto, proteção, cuidado, estabilidade emocional durante aquele determinado momento da sua história”.
Bruna detalhou que “família acolhedora não é adoção e não é abrigo, A família acolhedora e o abrigo institucional são medidas de proteção: existe um caráter excepcional e provisório.

Família acolhedora é a criança ou adolescente acolhida/o na casa de uma família, em que o cuidado é bem individualizado. A criança ou adolescente é inserido na rotina dessa família, que oferece apoio, cuidado de forma individualizada. Abrigo institucional é a criança ou adolescente que passa a morar em uma instituição, com várias outras crianças ou adolescentes e existe ali uma rotatividade de funcionários, um revezamento em turnos de trabalho e uma rotina adaptada para o atendimento coletivo. Então, essa é a diferença dos dois serviços, de duas modalidades de acolhimento”, comentou. “Família acolhedora é um trabalho social, com começo, meio e fim. O cuidado é temporário, que pode durar uma semana, ou o tempo máximo que é 1 ano e 6 meses”.
O promotor chamou a atenção para a integração de ações, em que a “rede de proteção do município tem que estar entrelaçada, tem que estar ligada, trabalhando em conjunto. Não adianta nada ter o serviço de acolhimento familiar, ter o serviço do abrigo de proteção institucional, se trabalha isolado”. “Vamos trabalhar para que cada vez menos utilizemos o abrigo e cada vez mais as famílias acolhedoras”.
O juiz frisou que “o lançamento (do SFA) demonstra, na verdade, um compromisso concreto com a proteção integral e com a garantia dos direitos das nossas crianças e dos nossos adolescentes”. Cortês disse que “estamos fortalecendo uma política pública que coloca a criança no centro da nossa atuação. Que possamos construir, então, um programa família acolhedora que seja forte, que seja responsável e que sobretudo seja humano. Que possamos fortalecer cada vez mais a nossa rede de proteção aqui do município de Arapongas e que cada criança que precisa ser acolhida encontre não apenas proteção, mas também aquilo que nenhuma política pública pode oferecer sozinho. Vínculo, pertencimento, afeto e a certeza de que existem adultos comprometidos em cuidar daquela criança e daquele adolescente. Porque proteger uma criança não é apenas afastá-la do perigo. É garantia que, mesmo diante de uma situação de ruptura, ela continue tendo a oportunidade de crescer cercada de cuidado, de dignidade e de esperança”.
A secretária da SEMAS, Angela Cardoso, agradeceu a presença e o apoio de todos e comentou que o SFA é “é um desafio para nossa secretaria e um desafio para o nosso município. Eu tenho uma expectativa muito boa sobre esse trabalho, sobre esse serviço e eu acredito que vai ser de suma importância para o nosso município. O Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora agora é realidade em Arapongas e vamos trabalhar, e trabalhar muito, para que ele funcione de verdade”.

Édina Kümmel chamou a atenção de que “nós temos uma responsabilidade muito grande de divulgar o SFA, nas nossas redes sociais; à medida que nós tivermos oportunidade de conversar com outras pessoas, a gente deve divulgar esse serviço. É importantíssimo que estejamos fazendo isso o tempo todo. Nós vemos a necessidade de estarmos todos envolvidos nesse processo. E eu fiquei muito feliz de ver que isso aqui está sendo concretizado em Arapongas”.

A cerimônia foi encerrada com a fala da servidora municipal Gisele, que já participou durante anos do serviço, quando morava em Maringá. Ela fez questão de dizer que “todas as famílias acolhedoras, elas têm que entender isso, o dar ‘tchau’, faz parte. Eu dou ‘tchau’ para minha filha quando ela cresce, se forma e vai para a vida. Eu vou dar tchau para minha criança acolhedora porque o juiz vai dizer: ‘A família reestruturou, agora ela volta. Ela volta para o lugar que ela pertence ou ela vai para uma família nova. Isso é maravilhoso. Isso é quando a gente ama: a gente quer que vá bem”, finalizou.

FAMÍLIA ACOLHEDORA


A Prefeitura reforça o convite para que a população conheça e participe do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora, iniciativa que oferece acolhimento temporário a crianças e adolescentes que, por medida de proteção, precisaram ser afastados de suas famílias de origem. 
Para participar, é necessário ter mais de 18 anos, residir em Arapongas, possuir disponibilidade para integrar o processo de seleção, capacitação e acompanhamento realizado pela equipe técnica, apresentar a documentação exigida e não ter interesse em adoção. O acolhimento é temporário e pode ocorrer por até 18 meses, salvo situações excepcionais definidas pela Justiça e pela equipe responsável pelo serviço.

Vale ressaltar que o Serviço Família Acolhedora não tem caráter de adoção. Trata-se de uma medida de proteção temporária, que oferece à criança ou adolescente a oportunidade de conviver em um ambiente familiar até que seja possível o retorno à família de origem ou outra definição judicial.

COMO PARTICIPAR


Os interessados em se tornar uma Família Acolhedora podem obter mais informações pelos seguintes canais:


Telefone: (43) 3902-1335

WhatsApp: (43) 98457-1493

Email: semas.familiaacolhedora@arapongas.pr.gov.br

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