O senador Sérgio Moro (PL) foi eleito governador do Paraná no primeiro turno neste do domingo (4) 3.124.922 votos, ou seja, 50,10% dos votos válidos. Por muito pouco, a disputa não foi para o segundo turno.
Os candidatos Sandro Alex (PSD), esse apoiado pelo governador Ratinho Junior (PSD), e Requião Filho (PDT) aparecem na sequência com 25,35% e 23,48% dos votos válidos respectivamente.
Em entrevista coletiva na sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR), ainda na noite deste domingo, Sérgio Moro afirmou que pretende iniciar já nesta segunda-feira (5) os trabalhos para a transição de governo e prometeu manter obras e projetos da atual gestão. Moro também fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que o resultado das urnas mostra que o Paraná não quer um governo estadual alinhado ao petista.
“Lula será derrotado nessas eleições. Nós iremos trabalhar já a partir de amanhã. Não descansaremos um dia”, afirmou Moro. Segundo ele, o eleitor paranaense teria dado um recado contrário à permanência de Lula na Presidência e à eleição de um aliado do presidente para o governo estadual.
“O paranaense deu o recado claro: não aceita Lula na Presidência e não aceita um aliado do Lula no Palácio Iguaçu. E nós vamos seguir nessa linha”, declarou.
SEM PERSEGUIÇÕES
Apesar do tom de enfrentamento político, Moro afirmou que não pretende adotar medidas contra prefeitos ou grupos políticos que não o apoiaram durante a campanha.
“Não existirá da minha parte nenhuma iniciativa contra quem não me apoiou. Nós vamos construir parcerias com todos os prefeitos, porque nós nos importamos com o cidadão da ponta”, afirmou.
O governador eleito também disse que pretende dar continuidade às obras e aos projetos da administração de Ratinho Junior. “Nós, como eu disse desde o início dessa campanha, vamos dar continuidade às obras e aos projetos do atual governo”, afirmou. Moro negou ainda que pretenda paralisar projetos em andamento e classificou como “fake news” as acusações feitas durante a campanha de que haveria interrupção de obras.
“Vamos olhar para frente, mesmo em relação a ele e em relação a todos os prefeitos. Prefeitos do Paraná podem ter certeza que terão no governo do Estado um aliado incondicional”, disse.
TRANSIÇÃO
Moro afirmou que pretende conversar com o governador Ratinho Junior nos próximos dias para organizar a transição administrativa. Durante a campanha, os dois trocaram críticas, mas Moro afirmou que não considera Ratinho um adversário pessoal.
“Eu nunca fui adversário do Ratinho Junior. Respeito o governo que ele fez, respeito o entendimento dele de querer fazer um sucessor, mas as urnas deram a resposta”, afirmou.
Segundo Moro, eventuais declarações mais duras feitas durante a campanha devem ser compreendidas dentro do contexto eleitoral.
“Eleição sempre gera calor. Eleição sempre gera alguns momentos de tensão. Mas a gente tem que olhar para frente. Nunca vamos tratar nossos adversários políticos como nossos inimigos”, declarou.
Moro afirmou esperar uma transição sem rupturas administrativas. “Vamos buscar conversar com o governador Ratinho Junior para fazer essa transição da maneira mais suave, para que não haja qualquer espécie de ruptura administrativa ou descontinuidade”, disse.
O governador eleito também afirmou que pretende respeitar a história política e administrativa do Estado. “O Paraná é um livro escrito a várias mãos e o governador apenas conduz as páginas, mas quem escreve é a população paranaense”, afirmou.
EQUIPE
Questionado sobre as críticas de adversários de que não teria equipe suficiente para administrar o Estado, Moro disse que sua gestão será marcada por uma composição técnica. “Nós temos o melhor plano de governo. Nós fizemos com lideranças de todo o Estado e abrimos o recebimento de contribuições de todos os paranaenses”, afirmou.
COM BEM PARANÁ