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Petistas vão à Câmara de Apucarana e protestam contra a PM
Requerimento pede apuração de ação policial na Praça Rui Barbosa
Por Edison Costa
Publicado em 27/10/2026 10:54 • Atualizado 27/10/2026 10:55
Política

A ação da Polícia militar que reprimiu uma manifestação de apoiadores do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, logo após a vitória do petista na noite de domingo, foi um dos principais assuntos da sessão ordinária desta segunda-feira na Câmara de Vereadores de Apucarana. O conflito ocorreu na Praça Rui Barbosa, ocasião em que três manifestantes foram detidos e levados à Delegacia de Polícia.
Manifestantes lotaram o recinto do Legislativo para protestar contra a ação policial e pedir apuração dos fatos, conforme requerimento em regime de urgência apresentado pelo vereador petista Odarlone Orente. O requerimento pede informações e esclarecimentos tanto da Polícia Militar como da Guarda Civil Municipal a respeito da intervenção policial que, de acordo com os petistas, foi desnecessária e truculenta.
Segundo o vereador Odarlone, há discrepância entre a versão apresentada pelas autoridades, que alegam que houve desacato, e pelos manifestantes, que afirmam que houve abuso de autoridade.

Além disso, de acordo com o vereador, "não havia policial feminina para fazer revista, um direito foi violado e isso precisa ser esclarecido. Não estamos contra as forças de segurança, mas que elas sirvam de fato à sociedade", comentou o vereador, acrescentando que o PT estadual vai acionar a Secretaria de Estado da Segurança.
A ativista cultural Luana Cristina de Oliveira, uma das pessoas envolvidas na ação policial, esteve presente na sessão da Câmara e falou em plenário. "Foram seis jatos de spray na minha cara. Eu estava apenas tentando conversar. Vim aqui para exigir respostas", afirmou. "Será que outras pessoas de outro campo ideológico seriam tratadas da forma?", comentou.
Em entrevista coletiva na Câmara de Vereadores, o advogado Guilherme Schuindt, que acompanhou a abordagem, afirmou acreditar que o caso possa ter surgido por um mal entendido e reclamou de também ter sido agredido com um soco no rosto.
"O que é entendido por muitas das pessoas que estavam lá, é que houve uma interpretação equivocada diante das manifestações, que diziam sobre a aproximação do candidato Flávio Bolsonaro, que tem essa relação com a milícia, e os policiais interpretaram que existiam algumas pessoas ali imputando aos policiais como serem membros de alguma organização miliciana", disse.
Sobre o que teria ocorrido domingo à noite, durante comemorações dos petistas na Praça Rui Barbosa, a Polícia Militar do Paraná afirmou em nota que "quando ocorrem situações que ultrapassam os limites legais, com a prática de condutas ilícitas, a Corporação realiza a pronta intervenção, adotando as medidas necessárias para restabelecer a ordem".

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