O senador Sérgio Moro (União Brasil) descartou nesta quarta-feira a possibilidade de disputar a Presidência da República nas eleições do ano que vem. Ele deixou claro que sua intenção, a princípio, será disputar o governo do Paraná, mas que uma decisão só será tomada no ano que vem.
A afirmação foi dada pelo senador em entrevista exclusiva ao repórter Ferreira Junior, da Rádio Apucarana, que foi recebido em seu gabinete, em Brasília, para uma visita cordial. Na oportunidade, Moro falou de seu trabalho no Senado, o momento político e econômico que vive o País e sobre as eleições de 2026, quando serão eleitos novos presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais.
Sérgio Moro, que é ex-juiz federal e foi ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro (PL), diz que sua preocupação maior é com a escalada da criminalidade que ocorre hoje em nível de Brasil. “Nós não podemos deixar que isso aumente no Paraná, por isso precisamos de um governador que seja firme contra o crime organizado”, declarou. Ele assegura que aquilo que já fez no passado como juiz federal, como ministro da Justiça e está fazendo agora no Senado Federal o credencia para almejar o posto de governador. Ele assinala, no entanto, que as atribuições de um governo de Estado não se resumem nisso, são muito maiores e abrangem saúde, educação, desenvolvimento econômico e outros temas relevantes.
Apesar da sua pretensão inicial de disputar o governo do Estado, Moro afirma que seu foco no momento é o Senado Federal e que qualquer decisão sobre as eleições no Paraná será tomada somente no ano que vem.
Quanto às eleições presidenciais, o senador paranaense diz que vai ajudar alguém a derrotar o PT porque, conforme assinala, ninguém aguenta mais quatro anos desse governo do PT. “A economia do País está afundando, a aprovação do Lula está uma estrela cadente e o resultado é isso que a gente vê quando vai ao supermercado: inflação alta e segurança pública abandonada”, disse.
Quanto ao pedido de anistia para os condenados nas manifestações do dia 8 de janeiro, Sérgio Moro observa que o foco principal hoje é a condenação da cabeleira Débora Rodrigues dos Santos, que pichou com baton uma estátua dos Três Poderes. Segundo ele, isso aconteceu num momento de emoção, movida por uma turba. Conforme assinala, ninguém aprovou aquela invasão e aquela destruição do patrimônio público. “Agora não dá para jogar 14 anos de prisão a essa moça sem nenhum antecedente criminal, assim como outras pessoas estão na mesmo situação”, comenta.
Moro diz que tem defendido, sim, anistia para os manifestantes do 8 de janeiro e que o certo seria uma pena menor, como prestação de serviços ou alguns meses de prisão no máximo.
O repórter Ferreira Junior está em Brasília, nesta semana, visando discutir assuntos de interesse da população e dos municípios junto ao Palácio do Planalto, Ministérios, Congresso Nacional e outras instituições em nível federal.
Edição: Edison Costa