O repórter Ferreira Junior, da Radio Apucarana, esteve visitando nesta quinta-feira o Memorial JK, em Brasília, onde vem cumprindo uma agenda de compromissos desde início da semana no Palácio do Planalto, em ministérios, Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal e outros órgãos públicos federais.
Entre as muitas peças que integram o Memorial JK, está o carro Ford Galaxie 500, ano 1974, que foi usado pelo ex-presidente da República, Juscelino Kubitschek.
Último carro do presidente que construiu Brasília, O veículo passou por pintura e reparação completa antes de ser reintegrado à sua tradicional vitrine, no Memorial JK, que reverencia a vida de Juscelino Kubitschek e sua maior obra: o surgimento de uma capital e de um novo Brasil em apenas cinco anos.
Juscelino Kubitschek de Oliveira, também conhecido pelas suas iniciais JK, foi um médico, oficial da Polícia Militar mineira e político brasileiro. Foi o 21.º Presidente do Brasil, entre 1956 e 1961. Ele ingressou na política na década de 1930, sendo prefeito de Belo Horizonte, governador de Minas Gerais e presidente do Brasil. Foi o responsável pela construção de Brasília na década de 1950."
"Depois que seu mandato como presidente se encerrou, Juscelino prosseguiu na política, elegendo-se senador por Goiás. Ele continuava filiado ao PSD e obteve quase 150 mil votos na disputa eleitoral. Anos depois, silenciou-se e consentiu com o golpe militar, votando para a eleição indireta de Humberto Castello Branco, em abril de 1964.
Uma vez estabelecida a ditadura no país, a repressão se voltou contra o próprio Juscelino Kubitschek. O governo militar ordenou a cassação dos direitos políticos de Juscelino por 10 anos. O seu partido tentou reverter a situação, mas a repressão tinha vindo para ficar. Ainda em 1964, Juscelino Kubitschek decidiu mudar-se para a Europa.
Em 1966, ele aderiu à Frente Ampla, movimento encabeçado por Carlos Lacerda pela redemocratização do país. O movimento também contou com o apoio do ex-presidente João Goulart, derrubado pelo golpe em 1964. Em 1967, Juscelino retornou ao Brasil para atuar pela Frente Ampla, mas foi intensamente monitorado pelo governo militar.
Em 1968, a Frente Ampla teve sua atuação proibida pelo governo e Juscelino afastou-se definitivamente da política brasileira. Passou a atuar no ramo empresarial privado e teve uma morte polêmica em 22 de agosto de 1976, quando sofreu um acidente de carro na Via Dutra. Investigações posteriores foram realizadas sobre a morte do ex-presidente.
A Comissão Nacional da Verdade concluiu, em 2014, que a morte de JK foi acidental, mas membros da Comissão Municipal da Verdade de São Paulo concluíram o oposto e afirmaram que Juscelino Kubitschek foi morto pela ditadura. Já a Comissão da Verdade em Minas Gerais concluiu que é bastante provável que JK tenha sido assassinado pela ditadura.
Como pode ser percebido, a morte de Juscelino Kubitschek é ainda marcada por um grande suspense, uma vez que não existe uma resposta conclusiva que explique o acidente de carro que ocasionou a sua morte.