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Prefeitura de Apucarana distribui 1,1 mil cestas básicas por mês
Benefício atende famílias em situação de vulnerabilidade social
Por Edison Costa
Publicado em 03/08/2026 17:23
Economia

A Prefeitura de Apucarana concede cerca de 1,1 mil cestas básicas por mês a famílias em situação de vulnerabilidade atendidas pela Secretaria Municipal de Assistência Social. O benefício é destinado a pessoas que enfrentam dificuldades temporárias para garantir a alimentação e só é concedido após avaliação técnica, conforme prevê a Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) e a legislação municipal.
O prefeito Rodolfo Mota destaca que o atendimento faz parte de um trabalho mais amplo de proteção às famílias. “A Assistência Social precisa estar presente justamente quando as pessoas mais precisam do poder público. A cesta básica atende uma necessidade imediata, que é colocar alimento na mesa, mas nosso trabalho não termina aí. A família é acolhida, orientada e, quando necessário, encaminhada para outros serviços. É um cuidado que começa pela urgência, mas busca também criar condições para que as pessoas possam superar aquele momento de dificuldade”, afirma.
A secretária municipal de Assistência Social, Fabíola Carrero, explica que não se trata de uma simples distribuição de alimentos, mas de um benefício eventual previsto na política pública de Assistência Social. Antes da concessão, a equipe técnica realiza uma avaliação para conhecer a realidade de cada família, considerando fatores como renda, composição familiar, desemprego, problemas de saúde, presença de crianças, idosos ou pessoas com deficiência e outras circunstâncias que possam comprometer temporariamente o acesso à alimentação. “A cesta básica não é uma doação, mas um benefício previsto em lei e concedido com critérios técnicos. Nosso objetivo é atender quem realmente precisa naquele momento e, ao mesmo tempo, oferecer orientação e acesso a outros serviços que possam ajudar a família a superar essa dificuldade”, explica.
A diretora da Proteção Social Básica, assistente social Susana Soares Lima, reforça que cada atendimento é individualizado e que a cesta básica não constitui um benefício permanente. Cada nova concessão depende de reavaliação social, e o atendimento pode ocorrer tanto pela procura espontânea da família quanto por encaminhamentos de unidades de saúde, escolas, Conselho Tutelar, Ministério Público e outros órgãos da rede de proteção. “A equipe realiza o acolhimento e a escuta da família para compreender sua realidade. Em alguns casos, a necessidade é momentânea. Em outros, quando identificamos uma situação mais complexa, a família pode ser acompanhada pelos serviços da Assistência Social”, detalha.
Além dos benefícios eventuais, os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) oferecem serviços como inscrição e atualização no Cadastro Único, orientações sobre programas de transferência de renda, acompanhamento pelo Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), visitas domiciliares, grupos comunitários e encaminhamentos para as áreas de saúde, educação, trabalho e habitação. “A cesta básica representa uma resposta imediata para uma necessidade urgente, mas o trabalho da Assistência Social vai muito além disso. Nosso foco é fortalecer as famílias, ampliar o acesso aos direitos e contribuir para que elas conquistem mais autonomia e qualidade de vida”, conclui Fabíola Carrero.

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