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EUA negociam cessar-fogo no Mar Negro com Ucrânia e Rússia
Acordos separados buscam garantir segurança na navegação e proibição de ataques às infraestruturas energéticas, com a esperança de avançar para um cessar-fogo na guerra em andamento.
Por Matheus Daczuk
Publicado em 25/03/2025 15:01
Mundo

Na terça-feira, 25 de março, os Estados Unidos anunciaram acordos separados com a Ucrânia e a Rússia com o objetivo de garantir a navegação segura no Mar Negro e implementar uma proibição mútua de ataques às infraestruturas de energia dos dois países. Se implementados, esses acordos representariam o avanço mais significativo até o momento em direção a um possível cessar-fogo em uma guerra que já se arrasta por mais de três anos.

De acordo com um resumo divulgado pela Casa Branca, o acordo para cessar-fogo no Mar Negro busca "garantir a navegação segura, eliminar o uso da força e impedir que embarcações comerciais sejam utilizadas para fins militares".

O documento ainda destaca que Rússia e Ucrânia se comprometeram a "desenvolver medidas" para implementar o acordo anterior, que visa interromper os ataques contra as infraestruturas energéticas de ambos os lados. Ambos os países também afirmaram que "continuarão trabalhando para alcançar uma paz duradoura".

Porém, a Rússia expressou desconfiança em relação ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmando que só assinaria o acordo sobre o Mar Negro se os Estados Unidos emitissem uma "ordem" para garantir que ele seria respeitado. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, em comentários televisionados, afirmou: "Precisaremos de garantias claras. E, dada a triste experiência com acordos apenas com Kiev, as garantias só podem vir de uma ordem de Washington para Zelensky e sua equipe".

Por outro lado, o ministro da Defesa da Ucrânia declarou que Kiev aceitou tanto o cessar-fogo no Mar Negro quanto uma pausa nas ofensivas de ambos os lados contra a infraestrutura energética um do outro.

Os Estados Unidos, buscando cumprir a promessa do presidente Donald Trump de acabar com a guerra rapidamente, inicialmente propuseram um cessar-fogo de 30 dias — com o qual a Ucrânia concordou em princípio em 11 de março — como um passo rumo a negociações de paz. Após uma resposta de Putin, os Estados Unidos continuaram as conversas separadas com representantes russos e ucranianos na Arábia Saudita durante esta semana.

Reunião em Riad

Na terça-feira, em Riad, capital da Arábia Saudita, autoridades de Washington e Kiev se reuniram para discutir as negociações para o fim do conflito. Já no dia anterior, as discussões haviam avançado em torno do cessar-fogo no Mar Negro, mas ainda sem uma proposta mais ampla.

Trump e o Acordo sobre Minerais Ucranianos

Esse movimento faz parte dos esforços contínuos de Donald Trump para encontrar uma solução definitiva para o conflito, iniciado há mais de três anos. Durante sua campanha eleitoral, Trump prometeu resolver a guerra na Ucrânia "em 24 horas", caso retornasse à Casa Branca. Fontes do governo dos EUA indicaram à Reuters que as conversas em Riad devem culminar em um "anúncio positivo" em breve.

A Casa Branca afirmou que o objetivo das negociações é garantir o livre fluxo de transporte no Mar Negro, embora essa área não tenha sido foco de operações militares intensas nos últimos meses. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, destacou que "isso se trata principalmente de segurança da navegação", lembrando que um acordo anterior sobre transporte marítimo, negociado em 2022, não cumpriu as expectativas de Moscou.

Trump, que vem intensificando seus esforços para finalizar a guerra na Ucrânia (por métodos que despertam ceticismo entre aliados tradicionais na Europa), demonstrou otimismo quanto ao andamento das negociações e elogiou o envolvimento de Vladimir Putin no processo. No sábado, 22, Trump afirmou que o conflito "está, de certa forma, sob controle". Contudo, há dúvidas entre as potências europeias, que não acreditam em concessões significativas por parte de Moscou.

Após uma conversa telefônica com Trump na semana passada, Putin disse estar disposto a discutir a paz, mas reafirmou suas condições: a Ucrânia deve abandonar o projeto de adesão à Otan e retirar suas forças de todas as quatro regiões ucranianas que são reivindicadas pela Rússia. Além disso, Putin condicionou o fim do conflito à suspensão do apoio militar ocidental a Kiev.

Fonte: Rádio Apucarana

 
 
 

 

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