O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), faleceu nesta quarta-feira (26) aos 77 anos. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Mater Dei, na Região Centro-Sul da capital mineira, desde o dia 3 de janeiro. Na noite de terça-feira (25), sofreu uma parada cardiorrespiratória e apresentava um quadro de insuficiência renal aguda.
De acordo com boletim médico, Fuad morreu em decorrência de complicações causadas por um Linfoma não-Hodgkin, tipo de câncer que ele vinha tratando.
Carreira e trajetória na política
Natural de Belo Horizonte e de ascendência síria, Fuad Noman nasceu em 30 de junho de 1947. Economista de formação, iniciou sua trajetória no serviço público há 55 anos como funcionário concursado do Banco Central. Ao longo da carreira, atuou no Tesouro Nacional, foi secretário-executivo da Casa Civil da Presidência da República no governo Fernando Henrique Cardoso e ocupou cargos de direção no Banco do Brasil e na BrasilPrev.
Em Minas Gerais, integrou os governos de Aécio Neves e Antônio Anastasia, ocupando as secretarias da Fazenda, de Transportes e Obras Públicas e de Coordenação de Investimentos para a Copa do Mundo de 2014. Em 2017, assumiu a Secretaria Municipal de Fazenda de Belo Horizonte na gestão de Alexandre Kalil.
Em 2020, foi eleito vice-prefeito de Belo Horizonte e assumiu a administração municipal em abril de 2022, após a renúncia de Kalil para disputar o governo de Minas. Em 2024, venceu a eleição municipal no segundo turno com 53,73% dos votos válidos.
Perfil técnico e conciliador
Reconhecido por seu perfil técnico e conciliador, Fuad garantiu a reeleição destacando as obras e avanços de sua gestão. Seu estilo político equilibrado e sua postura afável, que lhe rendeu o apelido de "bom velhinho dos suspensórios", foram marcas de sua atuação à frente da prefeitura.
Vida pessoal e legado
Casado com Mônica Drummond, Fuad Noman deixa filhos e netos. Torcedor apaixonado do Atlético Mineiro, era conselheiro benemérito do clube. Além da política, também se dedicou à literatura, sendo autor de três livros: "O amargo e o doce", "Marcas do Passado" e "Cobiça", este último alvo de polêmicas durante a eleição de 2024.
Sua morte encerra uma trajetória de dedicação ao serviço público, com um legado de compromisso com a administração pública e a cidade de Belo Horizonte.
Fonte: G1