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Japão Desenvolve Primeira Bateria Recarregável de Urânio do Mundo
Inovação pode revolucionar o armazenamento de energia renovável e aproveitar urânio empobrecido, contribuindo para um futuro sustentável.
Por Matheus Daczuk
Publicado em 27/03/2025 14:56
Mundo

Pesquisadores da Agência de Energia Atômica do Japão acabam de alcançar um marco significativo: desenvolveram a primeira bateria recarregável de urânio do mundo. Essa inovação é o resultado de anos de estudos sobre as propriedades únicas do urânio, que poderiam ser usadas como material ativo em baterias químicas. Agora, o desafio da equipe é criar células de fluxo com eletrodos mais eficientes e um sistema para a circulação de eletrólitos, para tornar essa tecnologia viável para aplicações práticas.

De acordo com os cientistas, a bateria de urânio tem um grande potencial para ser usada no armazenamento de energia de fontes renováveis, como usinas solares de grande porte. Isso poderia contribuir significativamente para uma sociedade mais sustentável e descarbonizada.

A ideia de utilizar urânio como material ativo foi proposta no início dos anos 2000, e a bateria desenvolvida pelos japoneses usa urânio empobrecido (DU) como eletrodo negativo e ferro como eletrodo positivo. O protótipo dessa bateria tem uma voltagem de 1,3 volts por célula, semelhante à de uma bateria alcalina comum (1,5 volts). Em testes, a bateria foi carregada e descarregada 10 vezes, mostrando um desempenho estável e indicando que seu ciclo de vida é relativamente estável.

Um aspecto interessante dessa descoberta é o uso do urânio empobrecido, um subproduto da produção de combustível nuclear que não pode ser utilizado em reatores atuais. O Japão possui cerca de 16.000 toneladas desse material armazenado, e, se essa tecnologia for implementada, esse urânio empobrecido pode ser aproveitado como um recurso para o armazenamento de energia em larga escala, especialmente em sistemas de energia renovável.

 

Em resumo, essa bateria inovadora não só pode transformar a maneira como armazenamos energia, mas também oferece uma solução potencial para o aproveitamento do urânio empobrecido, contribuindo para um futuro mais sustentável.

Fonte: Rádio Apucarana

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