A Prefeitura de Apucarana deu início, nesta quarta-feira (2/04), à remoção de cerca de mil toneladas de resíduos da indústria têxtil e de confecção, armazenados irregularmente no prédio do extinto IBC, na Vila Nova. A ação, conduzida por uma empresa especializada, visa eliminar um grave passivo ambiental e o risco de incêndio no local.
O prefeito Rodolfo Mota acompanhou o começo dos trabalhos ao lado do secretário municipal de Meio Ambiente, Diego Silva, e de sua equipe. “É um absurdo do ponto de vista ambiental e administrativo. Enganaram a população dizendo que o projeto funcionava e que os resíduos tinham destinação adequada, o que não era verdade”, declarou Mota.
Desde 2020, uma empresa credenciada pelo Município coletava o material rejeitado pelo setor têxtil, com a obrigação de seguir o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS). Contudo, apenas uma pequena fração foi corretamente destinada, enquanto o restante se acumulou no barracão do antigo IBC, que também guarda bens públicos, aumentando a gravidade da situação.
Mota destacou que o problema, herdado de gestões anteriores, representa um desafio que está sendo enfrentado. “Além de resolver essa questão, em breve anunciaremos um novo projeto para apoiar o polo de confecções com a gestão desses resíduos”, antecipou, elogiando o esforço das secretarias de Meio Ambiente, Gestão Pública e Procuradoria Jurídica.
Para a limpeza, a empresa Terra Norte Engenharia Ambiental foi contratada emergencialmente, com prazo de 90 dias para retirar, transportar e dar destinação correta aos resíduos. Segundo Diego Silva, o trabalho é essencial para sanar o problema ambiental. O custo total da operação ainda não foi definido, já que a quantidade exata de material é estimada. “Serão milhares de reais dos cofres públicos, dinheiro da população de Apucarana”, concluiu Rodolfo Mota.
Fonte:Rádio Apucarana