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Mauá da Serra confirma manifestação contra praça de pedágio
Movimento de protesto será às margens da rodovia BR_376
Por Edison Costa
Publicado em 12/02/2026 17:27
Política

O prefeito de Mauá da Serra, Givanildo Lopes, acompanhado do vice-prefeito Lei Machado e do presidente da Câmara, vereador Luciano “Faísca”, convocou uma coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (12) para tratar da polêmica instalação da praça de pedágio no município. As autoridades anunciaram uma manifestação pacífica agendada para a próxima semana, buscando chamar a atenção das autoridades federais e estaduais sobre a divisão geográfica e econômica que os pórticos impõem à cidade.
Nesta semana, o padre Aparecido Porto de Jesus, pároco local, manifestou-se contra a realização de manifestação popular em rodovia por ser muito perigoso, além de impedir o direito de ir e vir dos motoristas. Ele defende diálogo entre as autoridades públicas do município e a concessionária visando isenção de pedágio para veículos com placas de Mauá da Serra.

Segundo o prefeito Giva Lppes, a atual localização da praça de cobrança praticamente divide o município ao meio, prejudicando diretamente os moradores da região da Serra do Cadeado e áreas rurais adjacentes. Para realizar atividades básicas, como ir a um posto de saúde, farmácia ou supermercado na área urbana, os moradores são obrigados a pagar a tarifa cheia. A administração defende que a praça deveria ser instalada após a descida da Serra, na região do Rio Preto, onde o impacto social seria menor.

O ato está marcado para a próxima quarta-feira (18), feriado de Quarta-Feira de Cinzas, com início às 9h e previsão de término ao meio-dia. A concentração ocorrerá nas margens da rodovia, próximo ao Restaurante do Babu e ao Moranguinho. Giva enfatizou que o movimento será estritamente pacífico e não haverá bloqueio das pistas.

“Nós precisamos ser ouvidos, precisamos que a nossa voz chegue até Curitiba e Brasília. É uma situação aprovada em 2021 que estamos tentando mitigar”, declarou o prefeito. A segurança será reforçada com três viaturas da Polícia Rodoviária Federal (PRF), além do apoio da Polícia Militar e da Guarda Municipal. A orientação para os participantes é estacionar os veículos na estrada de acesso à Colônia Fuji e ao aterro sanitário, evitando obstruções na via principal.

Durante a entrevista, o prefeito questionou o modelo de cobrança aplicado. A promessa inicial envolvia o sistema “Free Flow” (pagamento por quilômetro rodado), com custo estimado em R$ 0,08 por km. No entanto, a realidade enfrentada é a cobrança de tarifa cheia, superando os R$ 12,00. “Isso no bolso de quem mais precisa é um impacto muito grande”, pontuou Giva.

Sobre a possibilidade de isenção via subsídio municipal, o gestor explicou que a questão é complexa. O município recebe cerca de R$ 250 mil mensais em ISS proveniente do pedágio, recurso que entra no caixa livre para custear saúde, merenda e serviços essenciais. Renunciar a essa receita sem um estudo técnico aprofundado poderia acarretar em crime de responsabilidade fiscal e falta de verbas para serviços básicos. “Não é uma situação fácil de ‘tira o dinheiro do pedágio’. Se eu fizer um cálculo errado, vai faltar recurso para o medicamento”, alertou.

O prefeito afirmou que já recebeu contato da concessionária CCR, alertando sobre possíveis ações judiciais em caso de danos ao patrimônio, mas reiterou que a manifestação é um direito constitucional, desde que ordeira. O presidente da Câmara, Luciano Faísca, e o vice-prefeito reforçaram o apoio do Legislativo e a união política em defesa dos moradores, garantindo que o objetivo único é rever a localização ou o modelo de cobrança que penaliza a comunidade local.

COM BLOG DO BERIMBAU

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