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Prefeito de Mauá da Serra fala em via alternativa contra pedágio
Giva Lopes participou de audiência pública na Assembleia Legislativa
Por Edison Costa
Publicado em 03/03/2026 17:13
Política

A implantação dos pórticos eletrônicos de pedágio no Paraná dominou o debate realizado na noite desta segunda-feira (2 de março), no Auditório Legislativo da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), em Curitiba. Durante a audiência pública, o prefeito de Mauá da Serra, Givanildo Lopes (União Brasil), o Giva Lopes, fez duras críticas ao modelo adotado e afirmou que poderá criar uma nova via de acesso ligando o município a Faxinal pela PR-272, caso a concessionária Motiva Paraná não retire ou altere o ponto de cobrança.

Em sua fala, Giva relatou ter protocolado um abaixo-assinado com assinaturas de moradores contrários à instalação do pórtico. Ele questionou o chamado desconto gradativo oferecido no sistema free flow, argumentando que o trabalhador que utiliza a rodovia diariamente paga valores elevados antes de atingir percentuais maiores de desconto. “O trabalhador que ganha R$ 50 ou R$ 70 por dia vai pagar cerca de R$ 20 para ir e voltar. É justo isso?”, questionou.

O prefeito também criticou a possibilidade de o município arcar com custos indiretos da cobrança, mencionando receitas como ICMS e ISS, que segundo ele devem ser destinadas à saúde e educação. Giva afirmou que já solicitou formalmente à ANTT a alteração da praça de pedágio, defendendo que um deslocamento de poucos quilômetros resolveria o problema para a população local.

Em tom enfático, declarou que, se não houver solução, poderá abrir um novo acesso ligando Mauá da Serra a Faxinal pela PR-272, rodovia que não é pedagiada. “Se não pode na rodovia pedagiada, vamos abrir na que não é. A 272 não é pedagiada”, disse, pedindo apoio dos deputados estaduais para viabilizar a pavimentação do trecho.

A audiência reuniu parlamentares como Ney Leprevost, Fábio Oliveira, Luiz Claudio Romanelli, Delegado Jacovós, Tercílio Turini, Arilson Chiorato, Evandro Araújo e Hussein Bakri, além de prefeitos e lideranças regionais. Entre as críticas levantadas estão a ausência de proporcionalidade tarifária, a mudança dos pontos de cobrança e o impacto direto aos moradores lindeiros.

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