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PT do Paraná quer ampliar bancada federal
Partido vê no deputado estadual Arilson Chiorato um dos bons nomes
Por Edison Costa
Publicado em 31/03/2026 15:09
Política

 

Uma das principais vozes de oposição ao Governo Ratinho Jr. e ao ex-juiz Sérgio Moro no Paraná, o deputado estadual Arilson Chiorato desponta como um dos nomes cotados pelo Partido dos Trabalhadores (PT), segundo fontes internas do partido, para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Considerado pelo grupo político como defensor incisivo das empresas públicas, o parlamentar, que também preside a sigla no estado, integra a estratégia nacional da legenda para ampliar sua bancada federal, apostando em lideranças já consolidadas nos estados.

No pleito de 2022, o partido elegeu seis parlamentares para a Câmara Federal. Agora a meta é dobrar a representação. O objetivo é fortalecer a defesa do Estado na esfera federal e dar suporte ao governo petista caso Lula venha a ser reeleito presidente.

Nesse contexto, o nome do deputado Arilson, na avaliação dos petistas, surge como parte de uma equação que combina experiência política e potencial de crescimento eleitoral. Atual líder da Oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), o deputado tem pautado debates importantes sobre políticas públicas, como a recente audiência pública que marcou o debate pelo fim da escala 6x1.

 

Além disso, o deputado Arilson tem feito denúncias importantes, como o possível favorecimento de empresa privada pelo programa “Olho Vivo”, de Ratinho Jr., que foi parar no Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR). Os documentos encaminhados apontam ainda suposta ausência de licitação em contratos que podem chegar a R$ 1 bilhão, além de descumprimento de medidas exigidas pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Outra pauta protagonizada recentemente pelo deputado Arilson, que o insere no rol de lideranças com atuação consistente no estado, é a atuação no caso da Celepar. Ações impetradas tanto pelo PT quanto pelo mandato do parlamentar ajudaram a frear a privatização da empresa, que é responsável por guardar os dados de profissionais da segurança pública, por exemplo.

Além de expor os riscos da entrega de dados pessoais dos paranaenses a uma empresa privada, o deputado Arilson também mostrou o que ele considera a falácia pregada pelo governador Ratinho Jr. quanto à irrelevância econômica e tecnológica da Celepar. Diferente do discurso, conforme garante, contratos assinados pelo próprio governo do Paraná com a Celepar somavam cerca de R$ 2,2 bilhões no final do ano passado.

 

O petista, que rodou o Estado realizando audiências públicas na tentativa de barrar a venda da Copel, agora encabeça a recompra da estatal, como medida para recuperar a qualidade do fornecimento de energia elétrica. Ele também propôs a criação da Frente Parlamentar das Estatais e das Empresas Públicas, para debater o assunto de perto com a população.

Nesse cenário, ainda de acordo com os petistas, o deputado Arilson aparece como um nome competitivo, com potencial para contribuir com o projeto nacional da legenda.

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